LILHIT, Reina de la Noche

A.G.
Subject: Lilith (largo; en portugués)
Date: Tue, 19 Jan 1999 05:18:34 +0100

Un artículo muy interesante de Shirlei Massapust (scris@domain.com.br):

"Lilith A Rainha Da Noite


De acordo com J. Gordon Melton, "Lilith, uma das mais famosas figuras do
folclore hebreu, originou-se de um espírito maligno tempestuoso e mais
tarde se tornou identificada com a noite. Fazia parte de um grupo de
espíritos malignos demoníacos dos americanos que incluíam Lillu, Ardat
Lili e Irdu Lili."

Segundo ele, Lilith apareceu também no Gilgamesh Epic babilônico
(aproximadamente 2000 a. C.) como uma prostituta vampira que era incapaz
de procriar e cujos seios estavam secos. Foi retratada como uma linda
jovem com pés de coruja (indicativos de vida noctívaga) que fugiu de
casa perto do Rio Eufrates e se estabelece no deserto.
Lilith aparece no Antigo Testamento quando Isaías ao descrever a
vingança de Deus, durante a qual a Terra foi transformada num deserto,
proclamou isso como um sinal de desolação: "Lilith repousará lá e
encontrará seu locar de descanso" (Isaías 34:14)

Lilith aparece em relatos da Torah assírio-babilônica e hebraica entre
outros textos apócrifos. Na versão jeovística (da tradição religiosa
hebraica) para o Gênesis, enriquecida pelos testemunhos orais dos
rabinos consta que Lilith foi criada com pó negro e excrementos,
condenada por Jeová-Deus a ser inferior ao homem.

Considerando-se que Adão vivia no Jardim do Éden no pleno equilíbrio de
sua sagrada androginia (pois fora criado a imagem e semelhança do
criador), compreende-se como o surgimento da primeira mulher fez nascer
um distanciamento entre Deus e Homem.

Num outro texto, um comentário bíblico do Beresit-Rabba (rabi Oshajjah)
a primeira mulher é descrita cheia de saliva e sangue, o que teria
desagradado a Adão, de modo que Jeová-Deus "tornou a cria-la uma segunda
vez".

Lilith, então, veio ao mundo com os répteis e demônios feitos ao cair da
noite do sexto dia da criação, uma sexta feira (segundo o Bereshit
Rabba). Por isso, ela já fora criada como um demônio. (Lilith é
representada como, rainha da Noite, mãe dos súcubos).

Consumida a união carnal com Lilith, Adão teria mergulhado na angústia
da paixão, vendo o seu distanciamento da divindade como um preço pelo
êxtase orgástico que nunca sentira.

Lilith foi citada pela edição hebraica e inglesa de "The Babylonian
Talmud", organizada pelo rabi Epstein e publicado pela Socino Press, de
Londres, em 1978. Aqui, Lilith aparece um demônio noturno de longos
cabelos, que perturba os homens. Segundo a tradição talmúdica, Lilith é
a "Rainha do Mal", a Mãe dos Demônios e a Lua Negra.

No Talmude, ela é descrita como a primeira mulher de Adão. Ela brigou
com Adão, reivindicando igualdade em relação a seu marido, deixando-o
"fervendo de cólera". Lilith queria liberdade de agir, de escolher e
decidir, queria os mesmos direitos do homem mas quando constatou que não
poderia obter status igual, se rebelou e, decidida a não submeter-se a
Adão e, a odia-lo como igual, resolveu abandona-lo.

Segundo as versões aramaica e hebraica do Alfabeto de Ben Sirá (século 6
ou 7). Todas as vezes em que eles faziam sexo, Lilith mostrava-se
inconformada em ter de ficar por baixo de Adão, suportando o peso de seu
corpo. E indagava: "Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo
abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu também
fui feita de pó e por isso sou tua igual." Mas Adão se recusava a
inverter as posições, consciente de que existia uma "ordem" que não
podia ser transgredida. Lilith deve submeter-se a ele pois esta é a
condição do equilíbrio preestabelecido.

Vendo que o companheiro não atendia seus apelos, que não lhe daria a
condição de igualdade, Lilith se revoltou, pronuncia nervosamente o nome
de Deus, faz acusações a Adão e vai embora.

É o momento em que o Sol se despede e a noite começa a descer o seu
manto de escuridão soturna, tal como na ocasião em que Jeová-Deus fez
vir ao mundo os demônios.

Adão sente a dor do abandono; entorpecido por um sono profundo,
amedrontado pelas trevas da noite, ele sente o fim de todas as coisas
boas. Desperto, Adão procura por Lilith e não a encontra: Procurei-a em
meu leito, à noite, aquele que é o amor de minha alma; procurei e não a
encontrei" (Cântico dos Cânticos III, 1).

Lilith partiu rumo ao mar vermelho (Diz-se que quando Adão insistiu em
ficar por cima durante as relações, Lilith usou seus conhecimentos
mágicos para voar até o Mar Vermelho). Lá onde habitam os demônios e
espíritos malignos, segundo a tradição hebraica. É um lugar maldito, o
que prova que Lilith se afirmou como um demônio, e é o seu caráter
demoníaco que leva a mulher a contrariar o homem e o questionar em seu
poder.

Desde então, Lilith tornou-se a noiva de Samael, o senhor das forças do
mal do SITRA ACHRA (aramaico, significa "outro lado"). Como
conseqüência, deu à luz toda uma descendência demoníaca, conhecida como
"Liliotes ou Linilins", na prodigiosa proporção de cem por dia.
[Alguns escritos contam que Adão queixou-se a Deus sobre a fuga de
Lilith e, para compensar a tristeza de Adão, Deus resolveu criar Eva,
moldada exatamente como as exigências da sociedade patriarcal. A mulher
feita a partir de um fragmento de Adão. É o modelo feminino permitido ao
ser humano pelo padrão ético judaico-cristão. A mulher submissa e
voltada ao lar. Assim, enquanto Lilith é força destrutiva (o Talmude diz
que ela foi criada com "imundície" e lodo), Eva é construtiva e Mãe de
toda Humanidade (ela foi criada da carne e do sangue de Adão).]
Jehová-Deus tenta salvar a situação, primeiro ordenando-lhe que retorne
e, depois, enviou ao seu encalço uma guarnição de três anjos, Sanvi,
Sansavi e Samangelaf, para tentar convencê-la; porém, uma vez mais e com
grande fúria, ela se recusou a voltar. Lilith está irredutível e
transformada. Ela desafiou o homem, profanou o nome do Pai e foi ter com
as criaturas das trevas. Como poderia voltar ao seu esposo?
Os anjos ainda ameaçaram: "Se desobedeces e não voltas, será a morte
para ti." Lilith , entretanto, em sua sapiência demoníaca, sabe que seu
destino foi estabelecido pelo próprio Jeová-Deus. Ela está identificada
com o lado demoníaco e não é mais a mulher de Adão. (Uma outra versão
conta que esses mesmos anjos, a teriam condenado a vagar pela terra para
sempre).

Acasalando-se com os diabos, Lilith traz ao mundo cem demônios por dia,
os Lilim, que são citados inclusive na versão sacerdotal da Bíblia.
Jeová-Deus, por seu lado, inicia uma incontrolável matança dessas
criaturas, que, por vingança, são enfurecidas pela sua genitora. Está
declara a guerra ao Pai. Os homens, as crianças, os inválidos e os recém
casados, são as principais vítimas da vingança de Lilith. Ela cumpre a
sua maligna sorte e não descansará assim tão cedo.

[Uma outra versão diz que foram os anjos mataram os filhos que tivera
com Adão. Tão rude golpe transformou-a, e ela tentou matar os filhos de
Adão com sua segunda esposa, Eva. Lilith Alegou ter poderes vampíricos
sobre bebês, mas como os anjos a queriam impedir, fizeram-na prometer
que, onde quer que visse seus nomes, ela não faria nenhum mal aos
humanos. Então, como não podia vencê-los, ela fez um trato com eles:
concordou em ficar afastada de quaisquer bebês protegidos por um amuleto
que tivesse o nome dos três anjos.

Não obstante, esse ódio contra Adão e contra sua nova (e segunda)
mulher, Eva, resultou, para Lilith, no desabafo da sua fúria sobre os
filhos deles e de todas as gerações subseqüentes].

A partir daí, Lilith assume plenamente sua natureza de demônio feminino,
voltando-se contra todos os homens, de acordo com o folclore assírio
babilônico e hebraico. E são inúmeras as descrições que falam do pavor
de suas investidas. Conta-se, por exemplo, que Lilith surpreendia os
homens durante o sono e os envolvia com toda sua fúria sexual,
aprisionando-os em sua lasciva demoníaca, causando-lhes orgasmos
demolidores. Ela montava-lhes sobre o peito e, sufocando-os (pois se
vingava por ter sido obrigada a ficar "por baixo" na relação com Adão,
conduzia a penetração abrasante. Aqueles que resistiam e não morriam
ficavam exangues e acabavam adoecendo. Por isso Lilith também está
identificada com o tradicional vampiro. Seu destino era seduzir os
homens, estrangular crianças e espalhar a morte.

Lilith Permaneceu como um item de tradição popular embora pouco tivesse
sido escrito sobre ela quando da compilação do Talmude (século 6 a.C.)
até o século 10. Sua biografia se expandiu em detalhes elaborados e
muitas vezes contraditórios nos escritos dos antigos países hassídicos.
Durante os primeiros séculos da era cristã, o mito de Lilith ficou bem
estabelecido na comunidade judaica.

Lilith aparece no Zohar, o livro do Esplendor, uma obra cabalística do
século 13 que constitui o mais influente texto hassídico e no Talmud, o
livro dos hebreus. No Zohar, Lilith era descrita como succubus, com
emissões noturnas citadas como um sinal visível de sua presença. Os
espíritos malignos que empesteavam a humanidade eram, acreditava-se, o
produto de tais uniões.

No Zohar Hadasch (seção Utro, pag. 20), está escrito que Samael - o
tentador - junto com sua mulher Lilith, tramou a sedução do primeiro
casal humano. Não foi grande o trabalho que Lilith teve para corromper a
virtude de Adão, por ela maculada com seu beijo; o belo arcanjo Samael
fez o mesmo para desonrar Eva: E essa foi a causa da mortalidade humana.
O Talmude menciona que "Quando a serpente envolveu-se com Eva,
atirou-lhe a mácula cuja infecção foi transmitida a todos os seus
descendentes... (Shabbath, fol. 146, recto)".

Em outras partes, o demônio masculino leva o nome de Leviatã, e o
feminino chama-se Heva. Essa Heva, ou Eva, teria representado o papel da
esposa de Adão no éden durante muito tempo, antes que o Senhor retirasse
do flanco de Adão a verdadeira Eva (primitivamente chamada de Aixha,
depois de Hecah ou Chavah). Das relações entre Adão e a Heva-serpente,
teriam nascido legiões de larvas, de súcubos e de espíritos
semiconscientes (elementares).

Os rabinos fazem de Leviatã uma espécie de ser andrógino infernal, cuja
a encarnação macho (Samael) é a "serpente insinuante" e a incarnação
fêmea (Lilith), é a "cobra tortuosa" (ver o Sepher Annudé-Schib-a, fol.
51 col. 3 e 4). Segundo o Sepher Emmeck-Ameleh, esses dois seres serão
aniquilados no fim dos tempos: "Nos tempos que virão o Altíssimo
(bendito seja!) decapitará o ímpio Samael, pois está escrito (Is. XVII,
1): 'Nesse tempo Jeová com sua espada terrível visitará Leviatã, a
serpente insinuante que é Samael e Leviatã, a cobra tortuosa que é
Lilith' (fol. 130, col. 1, cap.XI)".

Também segundo os rabinos, Lilith não é a única esposa de Samael; dão o
nome de três outras: Aggarath, Nahemah e Mochlath. Mas das quatro
demônias só Lilith dividirá com o esposo a terrível punição, por tê-lo
ajudado a seduzir Adão e Eva.

Aggarath e Mochlath tem apenas um papel apagado, ao contrário do que
acontece com as outras duas irmãs, Nahemah e Lilith.
No livro História da Magia, Eliphas Levi transcreve: "Há no inferno -
dizem os cabalistas - duas rainhas dos vampiros, uma é Lilith, mãe dos
abortos, a outra Nahema, a beleza fatal e assassina. Quando um homem é
infiel à esposa que lhe foi destinada pelo céu, quando se entrega aos
descaminhos de uma paixão estéril, Deus retoma a esposa legítima e santa
e entrega-o aos beijos de Nehema. Essa rainha dos vampiros sabe aparecer
com todos os encantos da virgindade e do amor; afasta o coração dos
pais, leva-os a abandonar os deveres e os filhos; traz a viuvez aos
homens casados, força os homens devotados a Deus ao casamento sacrílego.
Quando usurpa o título de esposa, é fácil reconhece-la: no dia do
casamento está calva, porque os cabelos das mulheres são o véu do pudor
e está proibido para ela neste dia; depois do casamento finge desespero
e desgosto pela existência, prega o suicídio e afinal abandona
violentamente aquele que resistir, deixando-o marcado com uma estrela
infernal entre os olhos. Nahema pode ser mãe, mas não cri os filhos;
entrega-os a Lilith, sua funesta irmã, para que os devore." (Sobre isso
pode-se ver também o Dicionário Cabalístico de Rosenhoth e o tratado De
Revolutionibus Animorum, 1.° e 3.° tomos da Kabala Denudata, 1684, 3
col. in-4.)

Diz a lenda que depois que Adão e Eva foram expulsos do Jardim do Éden,
Lilith e suas asseclas, todas na forma de incubus/succubus, os atacaram,
fazendo assim com que Adão procriasse muitos espíritos impuros e Eva
mais ainda. Segundo a tradição judaica, Lilith faz os homens terem
poluções noturnas para gerar filhos demônios . Há um costume, ainda
praticado em Jerusalém, de espantar esses filhos do corpo morto de seu
pai, andando em círculo com o cadáver antes do sepultamento e atirando
moedas em diferentes direções para distrair os filhos demônios.
Durante a idade média, as histórias sobre Lilith se multiplicaram. Já
foi, por exemplo, identificada como uma das duas mulheres que foram ao
Rei Salomão para que ele decidisse qual das duas era a mãe de uma
criança que ambas reivindicavam.

Em outros escritos, foi identificada como a rainha de Sabá. Segundo uma
antiga tradição judaica, Lilith apareceu a Salomão disfarçada na rainha
de Sabá, uma visitante real da Etiópia ou da Arábia à corte do rei
Salomão (I Reis 10). Sabá era um país pacífico, cheio de ouro e prata,
cujas plantas eram irrigadas pelos rios do Paraíso. Por ter ouvido falar
relatos sobre o seu maravilhoso país, o Reino de Sabá, e sua rainha de
uma ave, cuja linguagem compreendia, Salomão desejava muito conhecer a
rainha e ela desejava conhecê-lo devido à sua reputação de sábio, e
queria fazer-lhe perguntas sobre magia e feitiçaria. Mas ele suspeitou
que algo estava errado e conseguiu ludibria-la: Quando chegou,
encontrou-o sentado em uma casa de vidro, e pensando que fosse água,
levantou a saia, revelando pernas bem cobertas de pêlos, o que indicava
que ela uma feiticeira. Não obstante, Salomão desposou-a e preparou uma
poção para eliminar o pêlo de suas pernas.

Conta-se, que a casa real da Etiópia alegava ser descendente da união de
Salomão com a Rainha de Sabá, e os judeus negros da Etiópia, os
falashes, localizam suas origens nos israelitas que o rei Salomão enviou
com a rainha para a Etiópia. Outro descendente dessa união foi
Nabucodonosor, que se tornou rei da Babilônia. Uma tradição totalmente
diferente nega que tenha sido uma rainha quem veio visitar Salomão,
afirmando que foi o rei de Sabá.

Proteção conta Lilith: Lilith foi descrita como uma figura sedutora com
longos cabelos, que voa como uma coruja noturna para atacar aqueles que
dormem sozinhos, para roubar crianças e fazer mal a bebês
recém-nascidos. Foi encontrada entre os elementos mais conservadores da
comunidade judaica do século 19, uma forte crença na presença de Lilith,
sendo que alguns deles podem ser visto ainda hoje. Lilith foi descrita
como uma assassina de crianças para roubar suas almas. Ela atacava os
bebês humanos, especialmente os nascidos de relações sexuais
inadequadas. Se não consegue consumir crianças humanas ela come até
mesmo sua própria prole demoníaca.

Também é de opinião geral que foi Lilith quem provocou o ódio de Caim
contra Abel, seu irmão, e levou-o a revoltar-se contra ele e matá-lo.
Os homens eram alertados para não dormirem numa casa sozinhos para que
Lilith não os surpreendesse. Em "O Livro das Bruxas", Shahrukh Husain
relembrou um antigo conto judeu "Lilith e a Folha de Capin", de Jewish
Folktales, que dizia que certa vez um judeu que foi seduzido por Lilith
e ficou enfeitiçado por seus encantos. Mas ele estava muito perturbado
com isso, e então foi ao Rabino Mordecai de Neschiz para pedir ajuda.
Mas o rabino sabia por clarividência que o homem estava vindo, e avisou
a todos os judeus da cidade para não deixa-lo entrar em suas casas ou
dar-lhe lugar para dormir. Assim, quando o homem chegou não encontrou
nenhum lugar para passar a noite e deitou-se num monte de feno num
quintal. À meia-noite, Lilith apareceu e sussurrou-lhe: "Meu amor, saia
desse feno e venha até aqui". Curioso, o homem perguntou: "Por que eu
deveria ir até você? Você sempre vem a mim." Ela explicou-se dizendo:
"Meu amor, nesse monte de feno há uma folha de capim que me causa
alergia".

O homem perguntou: "Então por que você não me mostra? Eu a jogo fora e
você pode vir."

Assim que Lilith a mostrou, o homem pegou a folha de capim e enrolou em
seu pescoço, livrando-se para sempre do domínio dela.

Lilith foi marcada como sendo especialmente odiosa para o acasalamento
sexual normal dos indivíduos que ela atacava como succubi e incubi.
Descarregava sua ira nas crianças humanas resultantes de tais
acasalamentos ao sugar-lhes o sangue e estrangulando-as. Acrescentava,
também, quaisquer complicações possíveis às mulheres que tentassem ter
crianças - esterilidade, abortos etc. Por isso, Lilith passou a
assemelhar-se a uma gama de seres vampíricos que se tornavam
particularmente visíveis na hora do parto e cuja presença era usada para
explicar problemas ou mortes inesperadas.

Para combatê-los, os que acreditavam em Lilith desenvolveram rituais
elaborados para bani-la de suas casas. O exorcismo de Lilith e de
quaisquer espíritos que a acompanhavam muitas vezes tomava a forma de um
mandado de divórcio, expulsando-os nus noite adentro.
Usam-se amuletos (em hebraico "kemea") como proteção contra demônios,
mau olhado, doença, combater hemorragia nasal ou para fazer uma mulher
estéril conceber, tornar fácil o parto, garantir a felicidade de um
recém nascido, obter sabedoria e outros fins.

Esses amuletos são textos e desenhos geralmente escritos em pequenos
pedaços de pergaminho e incluem sinais mágicos, permutações de letras e
os nomes de Deus (Agla, Tetragramaton, etc.) ou de anjos como o de
Rafael, Gabriel ou dos poderosos anjos Sanvi, Sansavi e Samangelaf que
garantem proteção contra Lilith, que ataca as mulheres no parto e causa
a morte dos infantes.

O amuleto é usado em volta do pescoço ou às vezes pendurado numa parede
de casa.

Para que um amuleto seja considerado eficaz, tem que ser escrito por uma
pessoa santa (segundo a tradição judaica), exímia na prática da Cabala.
Se o ele se mostrar eficaz na cura de alguém em três ocasiões
diferentes, será então, comprovadamente, considerado um amuleto.
Embora, aparentemente, amuletos tenham sido amplamente usados no período
talmúdico, Maimônides e outros rabinos de mente mais voltada para a
filosofia, como Ezequiel Landau, opunham-se a eles, considerando-os
superstições vazias. Seu uso, no entanto, foi apoiado pelos místicos e
pela crença popular. Até mesmo os cristãos buscavam amuletos com os
judeus na Idade Média.

Em muitas partes do mundo atual há pessoas que ainda usam amuletos
representando os três Anjos que foram enviados em busca de Lilith (ou
Lilah, como também é chamada, o que talvez nos tenha dado Da-Lila,
também uma sedutora e tentadora.) Esses talismãs são usados porque,
embora Lilith se recusasse a voltar, prometeu a esses três Anjos que, se
visse os seus nomes inscritos junto de um recém-nascido, ela deteria sua
mão e o pouparia - o que vem a ser o propósito do ritual. Um talismã
típico é um círculo mágico no qual as palavra "Eva e Adão" barram a
entrada de Lilith, habitualmente escritas com carvão na parede do
aposento onde a criança está e em cuja porta estão escritos os nomes dos
três anjos. A alternativa: "Não deixem Lilith entrar aqui" costuma ser
escrita na cabeceira da cama da mulher que espera um filho, usando-se
tinta vermelha (cor da planta de Marte).

Como proteção contra ela costumava-se pendurar amuletos e talismãs na
parede e sobre a cama para mantê-la afastada ou pregar amuletos com as
palavras "Adão e Eva excluindo Lilith" nas paredes da casa em que uma
mulher se preparava para o nascimento do filho.

No passado, o processo de nascimento era cercado de práticas mágicas com
a intenção de proteger a mãe e o filho das forças demoníacas. Lilith tem
inveja da alegria da maternidade, pois foi apartada do marido (Adão)
logo no início de seu casamento. Ela constitui assim uma ameaça ao
embrião. Também se sussurravam sortilégios no ouvido das mulheres para
facilitar o trabalho de parto. A porta do quarto das crianças tinha os
nomes dos três anjos escritos sobre ela, e, às vezes, cercava-se o
quarto com um círculo de carvões ardentes. Nas vésperas de Shabat e da
lua nova, quando uma criança sorri é porque Lilith está brincando com
ela. Para livrá-la de qualquer mal, deve-se bater de leve três vezes em
seu nariz pronunciando-se uma fórmula de proteção contra Lilith. Também
crianças que riam no sono, acreditava-se, estavam brincando com Lilith e
daí o perigo de morrerem em suas mãos.

Na Idade Média era considerado perigoso beber água nos solstícios e
equinócios, porque nessa época o sangue menstrual de Lilith pingava,
poluindo líquidos expostos.

Parece que Lilith é mais bondosa com as meninas porque estas só podem
correr o risco da hostilidade a partir dos vinte anos, enquanto os
meninos estão sob a mira das suas perversidade e malevolências até o seu
oitavo aniversário.

Num livro sobre "Magia das velas", encontramos uma versão moderna de um
Talismã de Proteção Contra Lilith: "Se você quiser fazer um talismã de
altar que o proteja de Lilith, e ele não precisa ficar restrito a esse
uso, pode fazê-lo da seguinte maneira: pegue uma folha de papel forte,
branco (o tamanho dependerá do espaço disponível). Desenhe nela um
grande círculo preto, e dentro desse círculo desenhe outro menor. Divida
esse círculo interior em três partes iguais de 120° e faça pequenas
marcas nessas pontas. Una essas marcas para fazer um triângulo no centro
do talismã. Nos três pontos em que o triângulo toca o círculo interior,
entre o círculo interior e o exterior, escreva os três nomes angélicos -
Sanvi, Sansavi e Semengalef - no sentido horário, um em cada ponta do
triângulo. No meio do trecho, entre esses nomes, desenhe uma cruz.
Coloque a vela para Lilith no centro do triângulo (Lilith é representada
por uma vela branca que se tornou negativa com cera preta ou por uma
vela preta), com uma vela para cada um dos três anjos do lado de fora do
círculo exterior, , em oposição aos seus nomes (pode marcar as velas, se
desejar) na ponta do triângulo. Só que não se deve deixar de observar
infalivelmente neste ou em qualquer outro talismã, o seguinte: a linha
que desenha o círculo exterior deve ser inteira, sem falhas, sem
interrupções. Se necessário, desenhe-o de forma extraforte, para obter
isso. Se o que está tentando é conter algo, não deve haver interrupções
através das quais esse algo possa escapar ou engana-lo."

Segundo a tradição judaica, as influencias astrológicas determinam a
vida de uma pessoa, mas Israel é diretamente guiado por Deus. Porém,
enquanto os cabalistas e muitos rabinos medievais acreditavam que os
céus eram "o livro da vida" e a astrologia a "ciência suprema",
Maimônides repudiou tais idéias como superstições proibidas.
No mapa astral, Lilith ou Lua Negra indica sedução e ânsia de liberdade.
Influências que atingem nossas personalidades. A Lua exerce uma
influência no inconsciente, nos sonhos, no sono, na memória, nas emoções
e nas reações espontâneas.

Segundo o astrólogo e tarórologo Hermínio Amorim, foi a partir de 1914,
quando Lilith apareceu sob a influência de Plutão, que fez uma órbita
longa até 1938, que as mulheres começaram os movimentos de libertação.
Antes, Lilith aparecia sob influência do signo de câncer. Atualmente as
mulheres vivem melhor sua sensualidade, sem culpa, sem medo de serem
acusadas de bruxas, como antigamente.

Os conteúdos psíquicos simbolizados pela Lilith são muitas vezes
interpretados como raiz da libido. É claro que também são percebidos
como geradores de poderes paranormais, inclinação para bruxaria,
mediunidade, etc. De qualquer maneira, é uma potencialidade simbólica e
inconsciente. Uma feminilidade que dura muito tempo foi oprimida e
omitida (A Lua Negra. Na Idade Média foi personificada pela bruxa,
contra a qual o homem, e principalmente a Igreja Católica, moveu uma das
mais sangrentas perseguições de toda a sua história).

De acordo com Hermínio, "Lilith foi feita por Deus, de barro, à noite,
criada tão bonita e interessante que logo arranjou problemas com Adão".
Esse ponto teria sido retirado da Bíblia pela Inquisição. O astrólogo
assinala que ali começou a eterna divergência entre o masculino e o
feminino, pois Lilith não se conformou com a submissão ao homem.

Bibliografia: Ferreira, Fernando Mendes (editor). Revista AXÉ, ANO 1 N°
1. Publicação mensal da Ninja Comércio e Distribuidora Ltda., São
Paulo/SP. Impressão: Brasiliana. Guaita, Marie Victor Stanislas de. Le
Temple de Satan (le Serpent de la Gênèse). Librairie du Merveilleux,
Paris, 1891. Husain, Shahrukh. O Livro das Bruxas (The Virago Book of
Wtiches). Editora Objetiva LTDA, Rio de Janeiro, Brasil. 1995. Melton,
J. Gordon. The Vampire Book. Copyring © 1994 by Gale Research, uma
divisão da International Thomson Publishing Inc. Sicuteri, Roberto.
Lilith, a Lua Negra. Ed. Paz e Terra, 1985. Unterman, Alan. Dictionary
of Jewish Lore & Legend. Copring © 1991, Thames and Hudson Ltd, London.

Shirlei Massapust
scris@domain.com.br

--
"Las cosas que han de ser son de repente" (el pirata Ezequiel)

From: Alejandro Rivero Gracia <rivero@wigner.unizar.es>
Subject: lilith a la portuguesa

do mal do SITRA ACHRA (aramaico, significa "outro lado"). Como
conseqüência, deu à luz toda uma descendência demoníaca, conhecida

En principio la descendencia esa viene del esperma que roba por las noches,
de acuerdo a otras tradiciones. Aqui parece que ha refundido esto
con los distintos "ligues" que se le atribuyen, para tener
una historia un poco mas "humana".

Por cierto, las dataciones que hace se pasan de tempranas en general, no crees?

From: Alejandro Rivero Gracia <rivero@wigner.unizar.es>
Subject: astrologia cutre
Date: Wed, 20 Jan 1999 16:35:06 +0100 (CET)

Anda que ya les vale a estos, y en particular al tal Amorin, que mezcla
planetas (errantes) y constelaciones (fijas) con una
alegria... No se sabe si quieren decir que a lilith se le
atribuye un dia de naciminto (y por tanto un signo zodiacal y
una carta astral) o si resulta que es un elemento del mapa
astral (bien una casa, bien un astro). Desde luego, seria curioso
ver si hay alguna constelacion que sea llamada "lilith".
Y para colmo, que este en la ecliptica, para que se pueda emplear en
la notacion zodiacal.

Lo mas gracioso de todo es el concepto de este astrologo, de que los astros no pueden
influir en una persona hasta que no se les descubre, pues supongo que
por ahi van los tiros de la alusion
a pluton, que creo fue
el ultimo planeta descubierto (y ojo, se trata de "descubrirlo", no de verlo,
ya que a ojo de buen cubero no se ve)

 

Alejandro R.

----------------
Segundo a tradição judaica, as influencias astrológicas determinam a
vida de uma pessoa, mas Israel é diretamente guiado por Deus. Porém,
enquanto os cabalistas e muitos rabinos medievais acreditavam que os
céus eram "o livro da vida" e a astrologia a "ciência suprema",
Maimônides repudiou tais idéias como superstições proibidas. No mapa
astral, Lilith ou Lua Negra indica sedução e ânsia de liberdade.
Influências que atingem nossas personalidades. A Lua exerce uma
influência no inconsciente, nos sonhos, no sono, na memória, nas
emoções e nas reações espontâneas.

s
astrólogo e tarórologo Hermínio Amorim, foi a partir de
1914, quando Lilith apareceu sob a influência de Plutão, que fez uma
órbita longa até 1938, que as mulheres começaram os movimentos de
libertação. Antes, Lilith aparecia sob influência do signo de câncer.
Atualmente as mulheres vivem melhor sua sensualidade, sem culpa, sem
medo de serem acusadas de bruxas, como antigamente.

From: "Veronica T.CH." <veronisa@adinet.com.uy>
Subject: Re: astrologia cutre
Date: Wed, 20 Jan 1999 13:32:02 -0300

Dice Alejandro Rivero:
>Lo mas gracioso de todo es el concepto de este astrologo, de que los astros
no pueden
>influir en una persona hasta que no se les descubre, pues supongo que
>por ahi van los tiros de la alusion
>a pluton,

 

*A mí me parece que van por otro lado.
Creo que lo que dice el astrólogo es que coinciden (y todo aquello de la
sincronía...) cierto tránsito de la Luna Negra (Lilith) en relación a una posición de Plutón (si así pudiera decirse) y los comienzos del movimiento de liberación femenina.
No está diciendo que ésto ocurra porque descubrieron a Plutón, creo que nadie en astrología lo dice.
De todos modos no sería posible decirlo antes de que se lo descubriera (no sé porqué pero me rechina eso de "descubrir") pero ese es otro asunto.
Quiero decir algo así como que no hay porqué darle ningún tipo de crédito ni afines a la astrología pero no es necesario para eso torcer las cuestiones, cosa que he visto suelen hacer los escépticos empedernidos para que nadie los mueva de sus casillas.
Uy, no sé porqué será que me ponen nerviosa los cientificistas! :)))

Saludos para todos desde esta "Montevideo, madre cruel..."
(al decir de Líber Falco) Verónica

From: "Alejandro González" <agonza59@encina.pntic.mec.es>
Subject: Re: astrologia cutre
Date: Thu, 21 Jan 1999 03:18:54 +0100

En general, yo me guardo de hablar sobre astrología y astronomía. De lo
segundo porque no entiendo, y de lo primero porque (además de no
entender) me pongo irascible con facilidad :-).

Pero ya que ha salido, cuento que en una ocasión compré por internet
(amazon.com) un libro sobre Lilith que parecía, por el título,
inmejorable: _Interpreting Lilith_ (1981), por Delphine Gloria Jay.
Cuando el libro llegó, resultó que en vez de hablar del _Alfabeto de Ben
Sira_, del Talmud o por lo menos de Dante Gabriel Rosetti, el volumen
estaba dedicado al papel que juega 'la Luna Negra' Lilith en cartas
astrales y similares.

Y en vez de devolverlo al instante, pensé que si el mito tenía ese rabo,
pues habría también que conocerlo, por más que me repeliere (también me
juré que jamás volvería a comprar un libro por el título sin antes hacer
minuciosas investigaciones).

Desempolvo el volumen de doña Jay y a ver si salimos de dudas sobre esta
Lilith astrológica.

Según doña Jay, trataríase de una segunda luna, un segundo satélite de
la Tierra, totalmente oscuro (de ahí lo de Luna Negra), que sólo se hace
visible por contraste cuando aparece recorriendo el disco solar o está
próxima a hacerlo. En conjunción con el sol, aparece como un cuerpo
redondo negro, y cuando se acerca al mismo aparece como un globo rojo o
ígneo.

Siempre según el libro, el satélite fue observado por primera vez por el
astrónomo Riccioli el 2 de septiembre de 1618: dicho día, el dicho R.
vio cómo un globo negro cruzaba el sol, y lo apuntó en su _Almagestum
Novum_, volumen II, p. 16. El 7 de noviembre de 1700 fue avistado en
Montpellier por Maraldi y Cassini, y el acontecimiento fue recogido en
las _Memories de l'Academie_ de 1701.

Dicho satélite fue bautizado como Lilith por el astrólogo Sepharial, en
su libro _The Science of Foreknowledge_ publicado circa 1918. Don
Sepharial aclaraba que el 1 de enero de 1898 se había visto a Lilith "en
215º longitud o 5 Escorpio" (sic). El avistamiento fue documentado por
el astrónomo alemán Dr. Georges Waltemath de Hamburgo el 22 de ese mismo
mes de 1989, en un artículo publicado en _The Globe_ el 7 de febrero.

¿Datos técnicos? Ciertos o falsos, no faltan. El período synodical (?)
de L. consta de 177 días, su ciclo es de 126 años y su ciclo menor de 63
años. Su movimiento diario aproximado es de tres grados, su masa es
1/80avo en relación a la Tierra, está a una distancia de la misma como
tres veces la luna y tiene 1/4 del tamaño de esta última.

En favor de la seriedad de Sepharial aduce Jay que, después de Lilith,
nuestro hombre también anticipó que se descubriría un planeta más allá
de Neptuno, "de naturaleza esencialmente marcial, pero mucho más
poderoso". Y como acertó en esta profecía sobre Plutón, pues entonces lo
de Lilith habría que tomárselo en serio también.

Para que no se diga que sus autoridades son todas occidentales y
esotéricas, Jay cita también a un lilitólogo soviético llamado Yuri
Pskovsky que habría escrito sobre ella en el diario _Moscow News_ en
1966. Según Pskovsky, no habría dos, sino tres satélites de la Tierra,
siendo Lilith y el tercero innominado nubes de polvo que viajan por la
órbita lunar. Sólo se los puede ver en noches sin luna y sólo si se
encuentran en una posición directamente opuesta al Sol y lejos de la Vía
Láctea. Y a veces, ni por esas: "una conjunción de Lilith y el Sol no
supone necesariamente un tránsito visible por el disco solar. Dependerá
de la posición del satélite en ese momento dentro de su órbita y de la
inclinación de dicha órbita respecto al plano de la e(c)líptica". O sea,
que si aparece cuando debe, bien, y si no, pues tampoco se demuestra que
no exista (es que estaba indispuesta).

Volvamos a Occidente: en 1969, en el _The New Scientist_, el científico
americano Dr. John Bagby vuelve sobre el tema y asegura que varios
satélites naturales dan vueltas a la Tierra en órbitas calculadas. Al
parecer, por las mismas fechas, el Weather Bureau de los EE.UU. reconoce
oficialmente la existencia de Lilith como asteroide o planeta menor,
nube de polvo o así.

Con esto concluye Jay su 'demostración de la existencia física' de
Lilith, estando el resto del libro dedicado a una somera noticia sobre
su leyenda (llena de inexactitudes) y un montón de astrología judiciaria
referente a la influencia de la Lilith satélite en nuestras vidas.

Como filólogo, mosquea lo poquitas de las referencias de doña Jay que se
podrían comprobar (sólo en el caso de Riccioli nos da la mujer, por lo
menos, la página; de las demás publicaciones, habría que armarse de
paciencia para localizar el número, el mes, el día, etc.), que no de una
referencia precisa a cuando el gobierno americano reconoció la cosa,
etc.. Pero esperamos tu dictamen para saber si la cosa tiene algún viso
de veracidad astronómica (o si por lo menos está armada con cierta
consistencia).

Espero que, por lo menos, haya habido indignación y deleite de
astrofísicos. Con lo bien que os lo pasáis con los canales de Marte (y
la cara de Cydonia)...

Saludos,

Al.
--
From: "Alejandro González" <agonza59@encina.pntic.mec.es>
Subject: Re: lilith a la portuguesa
Date: Thu, 21 Jan 1999 02:26:44 +0100

Cita y escribe mi tocayo maño:

> do mal do SITRA ACHRA (aramaico, significa "outro lado"). Como
> conseqüência, deu à luz toda uma descendência demoníaca, conhecida
>
> En principio la descendencia esa viene del esperma que roba por las noches,
> de acuerdo a otras tradiciones. Aqui parece que ha refundido esto
> con los distintos "ligues" que se le atribuyen, para tener
> una historia un poco mas "humana".

En realidad, ambas tradiciones (la de que engendra hijos del esperma
derramado extra naturam o en natura equivocada; la de que tiene un
montón de hijos de sus arrechuchos con Samael) parecen coexistir, sin
que la segunda sea un intento de racionalizar o suavizar la primera.

Aunque el texto es interesante por la síntesis que hace, no es -como
bien señalas- muy fiable en cuanto a datación (ni tampoco en cuanto a
bibliografía). La página web de Alan Humm (cuya dirección ahora no
tengo) sigue siendo la mejor y más seria referencia. Si tienes la URL a
mano, podrías recordárnosla.

Saludos,

Al.

--
From: "Veronica T.CH." <veronisa@adinet.com.uy>
Subject: El cuarto en sombras.
Date: Thu, 21 Jan 1999 02:04:43 -0300

Vuelve Lilith una vez más, ahora como la luna negra.
Me pregunto si a este cuento no le falta un personaje.
Algo así como un sol sombrío o apagado o vuelto algo parecido a "eso" que se
cuenta como "agujero negro".
Algo así como el depositario (entre otras cosas) de aspectos importantes de
la Sombra de la sexualidad femenina así como Lilith lo es de buena parte de
la Sombra de la sexualidad masculina (entre otras cosas).
Porque no nos engañemos, :))) , este señor Samael no es muy conocido que
digamos y daría para creer que por allí cerca y con la misma "magnitud -
relevancia" de Adán, Eva y Lilith habría un cuarto personaje del que no he
tenido noticias hasta ahora.
Me gustaría saber quien sería este cuarto personaje en caso de que alguien
tenga idea y en caso de que no esté nombrado en ninguna parte me pregunto:
¿porqué este (posible y necesario quizás para que *cierre* la novela y para
que tres sea cuatro que es sin duda un número mas completo:))) "sol de la
sombra" (por así decirlo) no ha sido nombrado?
¿Porqué no se nombra lo que no se nombra?
Saludos para todos desde la alta madrugada,
Verónica

PD: Y sin embargo...
Alguns escritos contam que Adão queixou-se a Deus sobre a fuga de
Lilith e, para compensar a tristeza...

From: Alejandro Rivero Gracia <rivero@wigner.unizar.es>
Subject: Re: cutreastroligia
Date: Thu, 21 Jan 1999 18:52:39 +0100 (CET)

Creo que lo que dice el astrólogo es que coinciden (y todo aquello
de la sincronía...) cierto tránsito de la Luna Negra (Lilith) en relación
a una posición de Plutón (si así pudiera decirse) y los comienzos del
movimiento de liberación femenina.

En tal caso no habria hecho falta la referencia a una casa. Lo que dice
es mas bien raro, dice que antes Lilith se regia por una casa (porcioni
de la esfera de estrellas fijas, creo que ellos la llaman casa) y que
paso a regirse por Pluton. El asunto es que Pluton pasara por la
casa de Lilith cada vez que haga una orbita, cada dos siglos y
pico, y no solo seguira pasando, sino que habia pasado antes
de que descubriera. El evento al que alude el neoastrologo era el
primer paso tras el descubrimiento, por asi decirlo, y de ahi
mi suspicacia.

Efectivamente, los neoastrologos suelen decir que todo lo que hay
en el cielo influye, se haya visto o no, y de hecho es un buen argumento
para las "imprecisiones". De hecho los astronomos durante mucho tiempo
esperaron encontrar un planeta a la distancia de Pluton; lo que les
pillo realmente de sorpresa fue Neptuno.

Y naturalmente, toda esta explicacion no encaja en absoluto con la del
otro texto que ha enviado alejandro, en el que Lilith es de verdad
un satelite, y no simplemente un punto singular del espacio. Porque
los satelites van saltando de casa a casa, y asi mal pueden estar
adscritos a una, ni tener una conjuncion exclusiva con un planeta
una vez al siglo (mas bien tendria una cada seis meses, dada la
distancia a la tierra que da alejandro como dato).

En cuanto a la cuestion credibilidad, supongo que lo que no
deberiamos perder de vista en esta lista es que el asunto este
solo afecta a los neoastrologos; en el ambito clasico la
astrologia funciona perfectamente: predice las crecidas de los
rios, aconseja cuando plantar el arroz y el trigo, y en general
ayuda bastante a sobrevivir. Es como la observacion del vuelo
de los pajaros ("cuando el grajo vuela bajo, hace un frio del
carajo") o la lectura del higado de los animales (como avisa
vitrubio, si esta hecho una mierda, mas vale plantar la ciudad
en otro sitio y no beber del agua que bebia el bicho en cuestion).

 

 

Alejandro Rivero

Ah, el "sic":

Sepharial aclaraba que el 1 de enero de 1898 se había visto a Lilith "en
215º longitud o 5 Escorpio" (sic). El avistamiento fue documentado p

Asi a ojo, supongo que Escorpio sera el quinto signo (nunca me los he sabido),
luego 30 * Escorpio + 5 = 215. Esto suponiendo que dividan cada signo
en 30 divisiones.

Por cierto que en el British me ha parecido observar que las tablillas
mas antiguas son de ocho signos en vez de doce, a ver si me fijo
otro dia